"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O BOSQUE DAS ILUSÕES PERDIDAS E A BUSCA DO ÉDEN



Por Kleryston Negreiros

Quem frequenta redes sociais e aprecia discussões políticas deve ter percebido uma postura mais aguerrida em todos os lados do espectro ideológico. São aqueles que defendem – com certo saudosismo ufanista – alguma intervenção militar, alguns que enaltecem um ideal de esquerda anacrônico e fracassado historicamente e há, ainda, os que tentam manter um pouco de sanidade (em ambos os lados, a que admitir) nesse embate. Todos buscando um Éden para chamar de seu e mostrar que é o conhecedor da verdadeira felicidade para os demais. E foi nesses extremos ideológicos que fiquei pensando durante e ao término da leitura do livro O Bosque das Ilusões Perdidas, de Alain Fournier.

O livro é a obra única desse escritor, que morreu no campo de batalha durante a Primeira Grande Guerra – curiosamente num bosque e cercado de mistério, haja vista que seu corpo nunca foi encontrado – e conta a história de Augustin Meaulnes. Narrada por seu amigo, François Seuriel, a trama narra a aventura vivida por Augustin ainda em sua adolescência e que provocou uma busca por toda a sua vida, levando-o a uma existência aflitiva e angústia aos que o cercava.

Durante uma fuga da escola (para buscar os avós de François, filho dos donos da escola local), Meaulnes se perde e vai parar numa misteriosa mansão no meio de um bosque e participa de uma estranha fresta. Nesse lugar é também onde o jovem se apaixona pela bela Yvone deGalais, moça misteriosa que cruza seu caminho durante a mágica aventura. Ao regressar, passa então a buscar obstinadamente o caminho de volta ao bosque e a mansão onde viveu o momento mais feliz de sua vida. Essa busca passa a nortear seus anos fazendo com que se torne mais sombrio. O rapaz acredita que só poderá ser feliz novamente quando encontrar a velha casa e a bela moça por que se apaixonara naquela noite de mistério e magia.

Não pretendo me alongar mais sobre o livro para não estragar a leitura de vocês, mas sim da impressão que essa obra me causou e a que reflexão me levou. A história trata de um jovem que tem como único objetivo retornar a um lugar mágico e idílico onde acredita está sua felicidade. Ele passa a alimentar uma fantasia a partir de suas impressões, formadas, aliás, de poucas informações sobre o lugar, a festa e tudo mais a respeito do ocorrido. É um jovem que se recusa a aceitar o fato de que a vida segue e que a felicidade está em como encaramos a realidade, Meaulnes passa os anos seguintes preso a uma puerilidade, a uma rejeição a um amadurecimento natural por viver obcecado por um sonho.

Por estar preso a uma busca onírica, por querer viver preso a um sonho, quando a realidade o assalta e se depara com o que buscava ao seu alcance, porém, sem a magia de outrora, Augustin acaba por não vivenciar aquilo que acreditava ser sua fonte para ser feliz e foge daquilo que tanto desejava. Ao fugir, leva aos que lhe apreiam também dor e aflição por não entenderem o que poderia ainda faltar ao jovem sonhador.

Foi essa busca por um passado idílico, pelo desejo de retorno a uma possível época mais feliz e mágica do livro que me levou a refletir sobre os atuais embates ideológicos. Em ambos os lados, vejo pessoas que idealizam o passado, buscam o retorno a uma época que consideram melhor e mais feliz, uma época onde tudo era mais perfeito e todos os sonhos eram possíveis. São pessoas que olham para trás com o mesmo sentimento do protagonista do livro. Acreditam que a festa no bosque (tempos passados) foi o ápice de sua felicidade e dedicam suas vidas a retornar a essa mansão onírica onde, acreditam, repousa todo o fim dos infortúnios.

Da mesma forma que ainda há (mesmo com a ascensão da new left) de saudosos de uma época de luta, quando ainda vivíamos o calor da Guerra Fria, quando a esquerda ainda possuía certo charme e a burguesia flertava com ditadores sem abrir mão do conforto capitalista, que ainda tentam implantar uma ditadura do proletariado e ainda tentam levantar discursos de lutas de classe, há também o seu antagonismo mais direto, seu nêmesis, a outra face. São as viúvas da ditadura. Aqueles que clamam por uma intervenção militar, defendem a ideia de que nessa época – uma época mágica, onde o país era grande e tudo beirava a perfeição – o país vivia uma espécie de época áurea, acreditam na sua mansão mágica, no seu bosque perdido.

Ambos ignoram os males de suas ideias, ambos negam as mortes, a supressão das liberdades individuais, ignoram o Estado grande, o atraso em relação às grandes nações, ignoram que, independentemente de quem defenda, uma ditadura é sempre algo abjeto. Em defesa dos seus sonhos, de suas ilusões perdidas, não olham de forma racional, clamam algo a partir de emoções distorcidas por uma busca de felicidade perdida, olham para trás como Meaulnes olhava para a Mansão, para o bosque e para a bela Yvone: como um sonho mágico, alheio ao mundo real.

Foram eles que me vieram ao pensamento. Essas pessoas que clamam por uma ditadura para chamar de sua, que querem – em detrimento de todo avanço (apesar de tudo) que tivemos – viver um passado que não cabe mais, querem viver uma ilusão por acreditarem nessa busca pelo Éden perdido nos anos 1960. É lá que buscam sua felicidade. É lá que acreditam que tudo se perdeu e que deve se voltar para resgatar algo que, acreditam, foi destruído. Ignoram que não é a busca pelo passado mágico que se atinge a plenitude e sim vivendo a realidade como ela é e trabalhando para que um mundo cada vez mais livre venha a tornar-se um mundo real e não apenas mais um Éden. Até a próxima.

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Kleryston Negreiros é professor e administra o blog Professor, Me Indica um Livro? 
Também é membro do grupo Biblioteca Liberal-Conservadora

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

CÂNTICO – O HINO DE LOUVOR AO INDIVÍDUO




Por Kleryston Negreiros

Fui presenteado pelos pais de um aluno essa semana com uma pequena joia da Ayn Rand. Devorei o livro em um dia e aqui estou para falar dessa obra que me impactou bastante e é a primeira que a autora idealizou, ainda em sua adolescência nos primeiros anos do regime socialista na Rússia, e que é um prefácio para o que ela iria defender no decorrer de sua vida e em seus romances mais conhecidos – A Nascente e A Revolta de Atlas.

E o texto é uma joia não pela qualidade da escrita ou rebuscamento do texto, mas pela sua atualidade quase profética acerca de como as pessoas escolhem cada vez mais abrir mão de suas liberdades ou de suas identidades como indivíduos para se tornarem parte de “algo maior”, para vivarem apenas mais uma célula de algum coletivo ou outro termo abstrato da moda.

A narrativa, por ter sido pensada por uma então adolescente, é bem simples e até pueril. Com uma estrutura que (para mim) está mais para um conto do que propriamente um romance, o livro trata de um indivíduo que luta por sua individualidade e a percepção de si mesmo numa sociedade distópica onde o que prevalece é o desejo comum, a vontade da maioria, o mais importante é o todo coletivo e não o desejo individual. Esse jovem luta para ser apenas ele mesmo.

Ambientada num futuro não identificado, a sociedade elimina todos os traços de individualidade, as palavras que carregam esse sentido, por exemplo, foram extintas, não existe EU ou TU, apenas NÓS e ELES. Até mesmo nomes próprios deixam de existir, como pode ser visto desde o início da trama pelos nomes das personagens: o protagonista se chama Igualdade 7-2521.

Igualdade 7-2521 carrega desde cedo o estigma de ser diferente e se perceber diferente numa sociedade que busca igualar a todos. Mais alto que os demais e também mais inteligente, é designado a trabalhar com varredor de rua em detrimento de sua inteligência pois alegam, é assim que ele será mais útil para todos. Só que não é isso que ele quer e por ter uma vontade que é relevante só a ele, Igualdade passa a achar que é amaldiçoado. A trama se desenrola rapidamente desde sua infância até o momento que se torna um proscrito e escolhe viver longe dessa sociedade com a mulher que ama (relacionamentos são proibidos por acarretarem escolhas individuais) e descobre a palavra EU.

Como disse, o texto é bem simplório, mas é um assunto pertinente e que, por trás da simplicidade da escrita, revela algo assustador em nossa sociedade que já era exposto por Rand ainda nos anos 1930 que é a escolha de indivíduos livres preferirem abrir mão de sua liberdade plena, de sua identidade para abraçar ideias ou bandeiras que os anulam como ser e faz com que desejem ser apenas um rosto compondo uma face abstrata ideológica.

Sua atualidade aparece ao percebermos como pessoas passam a lidar com outras através de slogans e reducionismos de características. Quando pessoas, que sarcasticamente chamo de “pessoas do bem” forçam uma conduta coletiva de todos a comerem comida orgânica ou ajudar uma criança faminta na África, quando pessoas te forçam a aceitar aquilo que você (por princípios ou quaisquer que sejam suas razões) acha errado e você passa a ser tido como algum tipo de pária por não seguir o coro dos contentes. São pessoas que passam a medir seus atos não por seus próprios padrões ou juízo de valor, mas porque a sociedade ou a maioria ou o coletivo assim o quer.

E isso é muito perigoso. Perigoso porque a espontaneidade, as escolhas individuais e tudo que é relacionado a uma vontade de apenas um indivíduo passa a ser condenado porque não condiz com o que se espera dele, já que ele faz parte de uma sociedade. É perigoso ao percebermos que tudo, até mesmo a profissão, deve ser pensada e escolhido(a) não porque lhe apetece ou, sei lá, por que você está pensando no próprio lucro e sim pelo bem comum.

É uma sociedade que cobra de cada um a responsabilidade de fazer pelo outro e nunca para si próprio. É um ambiente onde aquele que defende algo é logo interpelado que isso é errado porque não privilegia a todos. É a anulação do esforço, do mérito, do merecimento, o fato de existir já corrobora o direito de ter tudo igual a todos. E se tudo pertence a todos, nada é de ninguém.

Como todos os livros de Ayn Rand, esse também é um alerta. Claro que, sendo distopia, há o exagero típico da ficção, mas a mensagem é clara: não há liberdade ou felicidade dentro de coletivos. Não há prazer ou vida plena quando a vontade individual é anulada para privilegiar a todos, ao grupo, ao coletivo. Tudo parte do indivíduo e sua vontade de ser melhor e proporcionar o melhor para si e assim todos acabam ajudando-se mutuamente por vontade própria. Tudo parte do indivíduo, mesmo essas abstrações que tentam se tornar entidades independentes tendo o homem como célula. O indivíduo é concreto. Sociedade, coletivo, células, grupos, são abstrações que dependem antes de tudo do ser concreto para existir. Até a próxima.

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Kleryston Negreiros é professor e administra o blog Professor, Me Indica um Livro? 

Também é membro do grupo Biblioteca Liberal-Conservadora

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

DOUTRINAÇÃO, INVASÕES E FRANKEINSTEIN – O MONSTRO QUE IRÁ NOS DESTRUIR



Por Kleryston Negreiros

Neste final de semana, 191 mil estudantes estarão impedidos de fazer o ENEM – para muitos, a maior oportunidade de suas jovens vidas até aqui, a chance que ingressarem num curso superior e melhorarem de vida. E serão impedidos devido às ocupações que vem ocorrendo por todo o país (mais especificamente em Estados que se opuseram em algum momento ao governo que saiu) em escolas públicas promovidas por alunos que se declaram apartidários e que lutam por uma melhor educação.

Não vou me ater ao paradoxo irônico que essa turba profere. Na verdade (e é do que pretendo tratar), desde que essas invasões começaram, em 2015, não pude evitar a comparação com o sentido de uma obra que li há muitos anos, antes de entrar na faculdade e que rememoro toda vez que vejo a ordem das coisas sendo invertida e sendo promovido o caos. Sim, a obra é Frankeinstein, e, não, não enlouqueci, como pode achar o leitor dessas mal traçadas linhas.

O que me remete ao livro de Mary Shelley é justamente o ponto que levou a essa insanidade no país: a subversão da ordem natural, um espírito jovem e imprudente tomando as rédeas de algo que não lhe compete, a arrogância juvenil de não aceitar os fatos como são ou como devem ser e, de forma caprichosa e mimada, tentar desenhar o mundo à sua imagem e semelhança – algo barulhento e imprudente.

No livro, temos a história do jovem Victor Frankeinstein. Rico, com uma família feliz e estrutura, uma noiva que o ama e aspirante a médico, uma vida sem atribulações ou sustos. Ao ingressar na Universidade de Viena, toma contato com uma teoria de um de seus professores que o impacta bastante: o uso da eletricidade para reavivar mortos. Como todo jovem estudante, fica empolgado com essa teoria tão inusitada e passa a assistir as aulas desse docente.

Tudo ia bem até que a tragédia bate à sua porta e sua amada mãe morre. Não suportando a dor da perda e tentando vencer a morte de uma vez por todas, o rapaz retorna ao seu quarto em Viena, debruça-se sobre os estudos desse professor e tenta trazer à vida um homem criado a partir de cadáveres. Depois de profanar túmulos, isolar-se de todos e chegar à beira do precipício da insanidade, ele consegue dar vida a um ser grotesco, abjeto e assustador composto por partes de corpos mortos. Victor fica assombrado com o que criou e foge, deixando sua criatura recém acordada dos mortos à própria sorte.

O monstro sobrevive, e com o avançar da narrativa vai tomando consciência do que é e quem o criou. Determinado, vai atrás de seu “pai” para que o reconheça como sua criação e ao ser rejeitado por Frankeinstein ele promove uma carnificina em sua família matando pai, irmão, noiva, deixando atrás de si um rastro de morte e miséria. Na narrativa Victor é consumido por seu maior pecado: subverter a ordem natural, sua desgraça é a criatura que trouxe ao mundo por não aceitar as leis naturais e o preço a pagar foi a sua aniquilação pelas mãos do monstro que criou.

E é assim que eu vejo esses jovens militantes. Assim que eu vejo essas invasões. São pequenos Victors insuflados por professores irresponsáveis que os ensinam que a ordem natural deve ser subvertida e negligenciados por pais omissos e permissivos que criam pequenos tiranos incapazes de lidar com frustrações e a ordem estabelecida. São alçados à categoria de engenheiros de um novo mundo, os baluartes da nova era e são instigados com teorias espúrias de caos e miséria. Assim como Victor Frankeinstein, a arrogância desses meninos e meninas levam-nos a atos impensados que causam mais danos que benefícios.

Olhando as escolas ocupadas é possível perceber o poder destruidor desses garotos. O monstro que vai devorando o patrimônio público, as vidas desses jovens e os que são prejudicados por eles é incomensurável. Da mesma forma que a família Frankeinstein foi uma vítima da vaidade do jovem médico, os alunos que perderam aula e terão que fazer a prova dentro de um mês ou até os que farão agora e perderão a oportunidade de se preparar um pouco mais são tão vítimas quanto a família do livro.

Já esses jovens invasores não. Porque num mesmo ambiente de militância, como são essas escolas, há também aqueles que não se deixam contaminar pela a insanidade. Esses pequenos tiranos fazem uso de um discurso que legitima seus mimos e arrogância e essa minoria de bárbaros se acha no direito de decidir o destino de muitos.

Sim. Há uma relação com a obra. Não na estrutura ou diretamente, mas na loucura, na irresponsabilidade, na arrogância. Há relação no caos provocado por um gesto tresloucado e mimado de alguém que não aceita adaptar-se ao mundo, mas ao contrário, quer adaptar o mundo ao seu universo particular. Há proximidade de narrativas entre alguém que não aceita o fato de que há uma ordem, seja natural, seja social, de que sua imprudência não é isolada. E sim, não isento professores, sindicatos, políticos e toda uma corja que se esconde atrás de crianças para ter seus intentos, mas isso, é assunto para outra coluna. Até a próxima.

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Kleryston Negreiros é professor e administra o blog Professor, Me Indica um Livro? 

Também é membro do grupo Biblioteca Liberal-Conservadora

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pacote anti-corrupção: A lista dos traídores

Câmara aprova e 'desconfigura' pacote anticorrupção, durante a madrugada.

Confira a lista dos políticos + partidos que votaram SIM:

Alberto Fraga DEM-DF
Alexandre Leite DEM-SP
Claudio Cajado DEM-BA
Efraim Filho DEM-PB
Elmar Nascimento DEM-BA
Felipe Maia DEM-RN
Francisco Floriano DEM-RJ
Hélio Leite DEM-PA
Jorge Tadeu Mudalen DEM-SP
José Carlos Aleluia DEM-BA
Juscelino Filho DEM-MA
Marcelo Aguiar DEM-SP
Misael Varella DEM-MG
Missionário José Olimpio DEM-SP
Paulo Azi DEM-BA
Professora Dorinha Seabra Rezende DEM-TO
Sóstenes Cavalcante DEM-RJ
Afonso Motta PDT-RS
André Figueiredo PDT-CE
Assis do Couto PDT-PR
Carlos Eduardo Cadoca PDT-PE
Dagoberto PDT-MS
Félix Mendonça Júnior PDT-BA
Flávia Morais PDT-GO
Hissa Abrahão PDT-AM
Leônidas Cristino PDT-CE
Mário Heringer PDT-MG
Pompeo de Mattos PDT-RS
Ronaldo Lessa PDT-AL
Sergio Vidigal PDT-ES
Weverton Rocha PDT-MA
Erivelton Santana PEN-BA
Junior Marreca PEN-MA
Augusto Coutinho Rede-PE
Aureo Rede-RJ
Benjamin Maranhão Rede-PB
Genecias Noronha Rede-CE
Laudivio Carvalho Rede-MG
Lucas Vergilio Rede-GO
Paulo Pereira da Silva Rede-SP
Zé Silva Rede-MG
Uldurico Junior PV-BA
Ademir Camilo PTN-MG
Aluisio Mendes PTN-MA
Antônio Jácome PTN-RN
Bacelar PTN-BA
Carlos Henrique Gaguim PTN-TO
Dr. Sinval Malheiros PTN-SP
Francisco Chapadinha PTN-PA
Jozi Araújo PTN-AP
Luiz Carlos Ramos PTN-RJ
Ricardo Teobaldo PTN-PE
Luis Tibé PTdoB-MG
Rosinha da Adefal PTdoB-AL
Silvio Costa PTdoB-PE
Adalberto Cavalcanti PTB-PE
Arnon Bezerra PTB-CE
Benito Gama PTB-BA
Cristiane Brasil PTB-RJ
Deley PTB-RJ
Jorge Côrte Real PTB-PE
Jovair Arantes PTB-GO
Nilton Capixaba PTB-RO
Pedro Fernandes PTB-MA
Sérgio Moraes PTB-RS
Wilson Filho PTB-PB
Zeca Cavalcanti PTB-PE
Alberto Filho PMDB-MA
Alceu Moreira PMDB-RS
Altineu Côrtes PMDB-RJ
André Amaral PMDB-PB
Aníbal Gomes PMDB-CE
Baleia Rossi PMDB-SP
Carlos Bezerra PMDB-MT
Carlos Marun PMDB-MS
Celso Jacob PMDB-RJ
Celso Pansera PMDB-RJ
Cícero Almeida PMDB-AL
Daniel Vilela PMDB-GO
Darcísio Perondi PMDB-RS
Elcione Barbalho PMDB-PA
Fábio RamalhoPMDB-MG
Fabio Reis PMDB-SE
Flaviano Melo PMDB-AC
Jarbas Vasconcelos PMDB-PE
Jéssica Sales PMDB-AC
João Arruda PMDB-PR
João Marcelo Souza PMDB-MA
Jones Martins PMDB-RS
José Priante PMDB-PA
Kaio Maniçoba PMDB-PE
Leonardo Quintão PMDB-MG
Lucio Mosquini PMDB-RO
Lucio Vieira Lima PMDB-BA
Manoel Junior PMDB-PB
Marcos Rotta PMDB-AM
Marinha Raupp PMDB-RO
Mauro Lopes PMDB-MG
Mauro Mariani PMDB-SC
Mauro Pereira PMDB-RS
Moses Rodrigues PMDB-CE
Newton Cardoso Jr PMDB-MG
Osmar Serraglio PMDB-PR
Pedro Paulo PMDB-RJ
Rodrigo Pacheco PMDB-MG
Rogério Peninha Mendonça PMDB-SC
Ronaldo Benedet PMDB-SC
Saraiva Felipe PMDB-MG
Soraya Santos PMDB-RJ
Valdir Colatto PMDB-SC
Valtenir Pereira PMDB-MT
Vitor Valim PMDB-CE
Walter Alves PMDB-RN
Erivelton Santana PHS-BA
Junior Marreca PHS-MA
Átila Lins PSD-AM
Diego Andrade PSD-MG
Domingos Neto PSD-CE
Edmar Arruda PSD-PR
Evandro Roman PSD-PR
Expedito Netto PSD-RO
Fábio Mitidieri PSD-SE
Fernando Torres PSD-BA
Herculano Passos PSD-SP
Heuler Cruvinel PSD-GO
Indio da Costa PSD-RJ
Irajá Abreu PSD-TO
Jefferson Campos PSD-SP
José Nunes PSD-BA
Júlio Cesar PSD-PI
Marcos Montes PSD-MG
Marcos Reategui PSD-AP
Paulo Magalhães PSD-BA
Raquel Muniz PSD-MG
Tampinha PSD-MT
Rolde de Oliveira PSC-RJ
Gilberto Nascimento PSC-SP
Irmão Lazaro PSC-BA
Júlia Marinho PSC-PA
Takayama PSC-PR
Adilton Sachetti PSB-MT
Átila Lira PSB-PI
César Messias PSB-AC
Creuza Pereira PSB-PE
Danilo Cabral PSB-PE
Danilo Forte PSB-CE
Heráclito Fortes PSB-PI
Hugo Leal PSB-RJ
João Fernando Coutinho PSB-PE
José Reinaldo PSB-MA
Keiko Ota PSB-SP
Marinaldo Rosendo PSB-PE
Rafael Motta PSB-RN
Rodrigo Martins PSB-PI
Tadeu Alencar PSB-PE
Tereza Cristina PSB-MS
Alan Rick PRB-AC
Antonio Bulhões PRB-SP
Beto Mansur PRB-SP
Carlos Gomes PRB-RS
César Halum PRB-TO
Cleber Verde PRB-MA
Jhonatan de Jesus PRB-RR
João Campos PRB-GO
Jony Marcos PRB-SE
Lindomar Garçon PRB-RO
Márcio Marinho PRB-BA
Ricardo Bentinho PRB-SP
Roberto Alves PRB-SP
Roberto Sales PRB-RJ
Ronaldo Martins PRB-CE
Rosangela Gomes PRB-RJ
Silas Câmara PRB-AM
Tia Eron PRB-BA
Vinicius Carvalho PRB-SP
Adelson Barreto PR-SE
Aelton Freitas PR-MG
Alexandre Valle PR-RJ
Alfredo Nascimento PR-AM
Cabo Sabino PR-CE
Capitão Augusto PR-SP
Clarissa Garotinho PR-RJ
Delegado Edson Moreira PR-MG
Giacobo PR-PR
Giovani Cherini PR-RS
Gorete Pereira PR-CE
João Carlos Bacelar PR-BA
Jorginho Mello PR-SC
José Carlos Araújo PR-BA
Laerte Bessa PR-DF
Lúcio Vale PR-PA
Magda Mofatto PR-GO
Marcelo Álvaro Antônio PR-MG
Marcio Alvino PR-SP
Miguel Lombardi PR-SP
Milton Monti PR-SP
Paulo Feijó PR-RJ
Paulo Freire PR-SP
Remídio Monai PR-RR
Silas Freire PR-PI
Tiririca PR-SP
Vicentinho Júnior PR-TO
Wellington Roberto PR-PB
Zenaide Maia PR-RN
Aguinaldo Ribeiro PP-PB
André Abdon PP-AP
André Fufuca PP-MA
Arthur Lira PP-AL
Beto Rosado PP-RN
Beto Salame PP-PA
Cacá Leão PP-BA
Dilceu Sperafico PP-PR
Dimas Fabiano PP-MG
Eduardo da Fonte PP-PE
Ezequiel Fonseca PP-MT
Fausto Pinato PP-SP
Fernando Monteiro PP-PE
Franklin Lima PP-MG
Hiran Gonçalves PP-RR
Iracema Portella PP-PI
Julio Lopes PP-RJ
Lázaro Botelho PP-TO
Luis Carlos Heinze PP-RS
Luiz Fernando Faria PP-MG
Macedo PP-CE
Maia Filho PP-PI
Mário Negromonte Jr. PP-BA
Nelson Meurer PP-PR
Odelmo Leão PP-MG
Renato Molling PP-RS
Renzo Braz PP-MG
Roberto Balestra PP-GO
Roberto Britto PP-BA
Ronaldo Carletto PP-BA
Rôney Nemer PP-DF
Simão Sessim PP-RJ
Toninho Pinheiro PP-MG
Waldir Maranhão PP-MA
Bonifácio de Andrada PSDB-MG
Caio Narcio PSDB-MG
Geraldo Resende PSDB-MS
Giuseppe Vecci PSDB-GO
Marco Tebaldi PSDB-SC
Nelson Marchezan Junior PSDB-RS
Nilson Pinto PSDB-PA
Raimundo Gomes de Matos PSDB-CE
Rodrigo de Castro PSDB-MG
Rogério Marinho PSDB-RN
Alfredo Kaefer PSL-PR
Dâmina Pereira PSL-MG
Adelmo Carneiro Leão PT-MG
Afonso Florence PT-BA
Ana Perugini PT-SP
Angelim PT-AC
Arlindo Chinaglia PT-SP
Assis Carvalho PT-PI
Benedita da Silva PT-RJ
Beto Faro PT-PA
Bohn Gass PT-RS
Caetano PT-BA
Carlos Zarattini PT-SP
Chico D Angelo PT-RJ
Enio Verri PT-PR
Erika Kokay PT-DF
Fabiano Horta PT-RJ
Gabriel Guimarães PT-MG
Givaldo Vieira PT-ES
Helder Salomão PT-ES
Henrique Fontana PT-RS
João Daniel PT-SE
Jorge Solla PT-BA
José Airton Cirilo PT-CE
José Guimarães PT-CE
José Mentor PT-SP
Leo de Brito PT-AC
Leonardo Monteiro PT-MG
Luiz Couto PT-PB
Luiz Sérgio PT-RJ
Luizianne Lins PT-CE
Marco Maia PT-RS
Marcon PT-RS
Margarida Salomão PT-MG
Maria do Rosário PT-RS
Moema Gramacho PT-BA
Nelson Pellegrino PT-BA
Nilto Tatto PT-SP
Padre João PT-MG
Patrus Ananias PT-MG
Paulão PT-AL
Paulo Pimenta PT-RS
Paulo Teixeira PT-SP
Pedro Uczai PT-SC
Pepe Vargas PT-RS
Reginaldo Lopes PT-MG
Ságuas Moraes PT-MT
Valmir Assunção PT-BA
Valmir Prascidelli PT-SP
Vander Loubet PT-MS
Vicente Candido PT-SP
Vicentinho PT-SP
Waldenor Pereira PT-BA
Zé Geraldo PT-PA
Zeca Dirceu PT-PR
Zeca do Pt PT-MS
Arthur Oliveira Maia PPS-BA
Alice Portugal PCdoB-BA
Angela Albino PCdoB-SC
Chico Lopes PCdoB-CE
Daniel Almeida PCdoB-BA
Jandira Feghali PCdoB-RJ
Moisés Diniz PCdoB-AC
Orlando Silva PCdoB-SP

O dia após a comoção II: Ratos tramando na surdina

Hoje essa manhã não é digna de merecer um "bom dia", não por culpa dela. mas por culpa do que os covardes eleitos pelo povo fizeram ontem, na calada da noite e em meio a comoção nacional.

Enquanto o pais estava de luto, deputados, senadores, ministros do supremo e terroristas de esquerda se aproveitaram da comoção nacional pela tragédia com o time da Chapecoense, para na calada da noite, por debaixo dos panos irem em busca de seus próprios interesses e pautas.

Deputados derrubam criminalização do enriquecimento ilícito e a recompensa para quem denunciar crimes e aprovaram punição a juízes e integrantes do Ministério Público

Por 313 votos a favor e 132 votos contra, a Câmara dos Deputados aprovou, às 01:23 da manhã desta quarta (29), uma emenda às “10 medidas contra a corrupção” (aprovadas por 450 votos a favor e 1 contrário) que define a previsão de “crimes de responsabilidade” para juízes e membros do Ministério Público.

A ampla votação dos deputados a favor da medida não tem a preocupação de garantir que todos sejam atingidos pela lei. O foco da medida é permitir que Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e demais membros da operação Lava Jato que aterroriza centenas de políticos possam ser colocados no banco dos réus, praticamente acabando com a Lava Jato.

Uma das maiores defensoras da aprovação da medida durante a sessão foi Clarissa Garotinho, filha de Anthony Garotinho, que chegou a ser preso na semana passada pela acusação de compra de votos em campanhas eleitorais.

Bullying aos familiares, ataques virtuais e pessoais aos deputados e até agressões estarão moralmente liberadas a partir de agora depois do que fizeram, ontem na câmara.

O dia após a comoção


Ontem assistimos a uma série de iniciativas generosas dos clubes brasileiros em relação à Chapecoense. Hoje ainda restando velar os corpos das vitimas do desastre a emoção começa a dar lugar à razão, ao bom senso e infelizmente a desconfiança.

Bom senso do Atlético Mineiro que pede para não jogar o último jogo contra a Chapecoense por óbvia inviabilidade emocional e técnica.

A razão da Comenbol que irá decidir no dia 21 de dezembro se acata ao pedido do Atletico Nacional de dar o título da Sulamericana à Chape. Essa decisão por mais bela que seja tem consequências. Como campeã a Chape estaria classificada para a fase de grupos da Libertadores e disputaria a Recopa contra o próprio Atletico Nacional.

A desconfiança após a proposta dos clubes brasileiros de isentar a Chapecoense de rebaixamento que precisa ser analisada pela CBF e leva a algumas questões. Será que se a Chapecoense terminar entre os quatro últimos o clube que terminar em 16º lugar aceitará ser rebaixado no lugar da equipe catarinense e não tentará entrar na justiça?

Lembrando que historicamente clubes e dirigentes sempre tiveram o mal habito de descumprir acordos, vide Eurico Miranda em 87 que traiu o clube dos 13 e aceitou a mudança de regras da Copa União no meio da competição pela CBF, o Sport Recife que entrou no mesmo ano na justiça para ter reconhecido um titulo que, moralmente, não é seu de direito.

O Gama que entrou na justiça para evitar um rebaixamento e criou toda a zona que resultou na Copa João Havelange. E todas as viradas de mesa que ocorreram.

E se o galo se recusa a jogar e algum esperto resolve usar regulamento pra tirar pontos dele? Alguém confia em dirigentes? A desconfiança e a cautela são justificáveis.

A prioridade em principio é em ajudar financeiramente o clube e as famílias das vitimas que precisarão ser minimamente indenizadas. É hora de cuidar de quem ficou.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Post do Editor: Não achei graça, mas não sinto pena



Não achei graça nos videos patéticos do Garotinho fazendo todo aquele escândalo para evitar uma inevitável prisão. Por outro lado considero toda a chacota válida.

Confesso, me senti vingado por assistir a todo aquele vexame. Talvez os risos da população sejam movidos por esse sentimento. É a primeira vez que vemos os 'Cesáres' sendo jogados aos leões no Coliseu nesse pais. Então a sede de sangue da população se justifica.

Tenho uma lista extensa de políticos que gostaria de ver na mesma situação que Garotinho numa ambulância do SAMU desesperado por estar sendo levado a Bangu I.

Falo isso sem peso algum na consciência, nunca fui do tipo metido a bonzinho que prega o "praticar o bem sem ver a quem", muito menos sou como aqueles que falam "mais amor, por favor" enquanto deseja fuzilar opositores. Sou claro e cristalino.

Graça eu não acho, mas o prazer em ver um cretino desses finalmente recebendo aquilo que merece eu sinto e não escondo.

Cria de Brizola, Garotinho foi sem nenhuma dúvida um dos piores governadores do estado perdendo apenas para seu novo companheiro de xadrez, Sérgio Cabral preso no dia seguinte à sua prisão. Se ele está sofrendo tanto assim, está apenas colhendo o que plantou.

Garanto. Há de chegar o dia em que uma parte dos que hoje riem da prisão de Garotinho irão dar chiliques quando chegar a vez de Lula e falar em espetacularização da PF.

M.V "Shogun" Mesquita, editor do Shogunidades

Millor Fernandes:

Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.